Macaia é um lugar sagrado, além de ser o conjunto de folhas utilizadas na Umbanda e no Candomblé. Alumbre na Macaia é, portanto, macumbalizar a fotografia e fotografar a macumba. Trata-se de um projeto de pesquisa no qual Ian Cheibub incorpora à sua prática artística os ensinamentos herdados de sua avó, de seu pai e de seus ancestrais do terreiro de umbanda.
“Cresci em um terreiro de umbanda conduzido por minha avó há mais de 50 anos; ali aprendi os cânticos, as rezas, os toques e os ritos sagrados. Kosi Ewe, Kosi Orisa é um ditado iorubá que significa que, sem as folhas, não existe a energia vital que sustenta os seres. É com elas que nos protegemos e nos purificamos. O banho de ervas é um desses rituais em que a tecnologia desenvolvida pelo povo serve para sobreviver às violências que sofremos.”
Ian aplica essa tecnologia ancestral aos negativos que fotografa, banhando-se literalmente antes de revelá-los. Nesse processo, a subversão é a gênese da obra final: o bem e o mal, o veneno e o remédio, o pecado e o milagre se diluem, coexistem e se entrecruzam.
Capa dura, em duas opções de cor: verde ou laranja.












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