Em 1986, Cheryl Buckley argumentou que a história do design é moldada por vieses patriarcais que trivializam, marginalizam ou apagam as contribuições das mulheres. Ela defendeu uma crítica feminista que não apenas desafiasse essas estruturas patriarcais, mas também deslocasse o foco das conquistas individuais para o reconhecimento do papel das mulheres como designers, consumidoras e sujeitos de representação. Em 2020, Buckley revisitou a evolução do campo, refletindo criticamente tanto sobre os avanços quanto sobre os desafios persistentes, além de abordar lacunas em seu pensamento anterior. Como observa Bibiana Oliveira Serpa na apresentação desta edição, “questionar a própria visão de mundo é, em si, um ato feminista.” Em seu ensaio, Serpa analisa a trajetória do pañuelo verde — um símbolo do feminismo — entrelaçando os pensamentos de Buckley ao contexto mais amplo das lutas latino-americanas por justiça e igualdade.
Cheryl Buckley
Cheryl Buckley (1956) é uma historiadora do design britânica reconhecida por suas perspectivas feministas sobre a história do design, com pesquisas que abrangem a cerâmica e a moda britânicas. Entre suas obras mais influentes estão o artigo “Made in Patriarchy: Toward a Feminist Analysis of Women and Design” (1986) e os livros Potters and Paintresses (1990) e Designing Modern Britain (2007). Buckley foi professora de história da moda e do design na University of Brighton de 2013 a 2021, após atuar como professora de história do design na Northumbria University. Em 2021, recebeu o título de Professora Emérita na University of Brighton.
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