“E se eu eliminasse esse prédio para descobrir o que tem atrás? E se tirasse aquele bloco? E mais outra camada?” – é possível imaginarmos Letícia Lampert se perguntando, com uma pá ou estilete em mãos, enquanto cavouca as próprias fotografias. Com o ímpeto de quem desmonta um brinquedo para desvendar seu mecanismo, ela usa o que resta como sua argamassa. Num equilíbrio entre a precisão fina e o acaso, subtrai da cidade para então somar. Juntar diferente. Assim, atravessamos páginas e lugares tão concretos como inexistentes, instantes destrinchados da matéria-prima em que converte suas imagens.




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