Não precisamos de bulas. Nem de oráculos. Muito menos de dicionários, mapas e roteiros. Basta calçar estes pés escarlate e caminhar sem qualquer pressa a trilha diária daquele novembro… No caminho de volta é preciso erguer as pálpebras para ver o último ato do espetáculo: a graciosa dança onde fantasmas alegres se despedem enquanto a névoa se esvai.Lembremos sempre: códigos não importam. Nem fronteiras. E assim terminamos o nosso voo com uma semente de antúrio plantada bem no meio do peito.Nossa estrangeirice não existe mais. Somos apenas. E isso basta.
Ska Batista
É acumuladora de imagens, sua prática desenvolve-se entre a fotografia, o vídeo e a iluminação cénica, com foco na investigação da performatividade do fazer e dos processos de não-imagem. Atualmente pesquisa a partir da recusa da lógica da eficácia e do instantâneo. Integra a plataforma matéria leve, projeto de pesquisa e formação em iluminação coordenado por Letícia Skrycky.
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