Betty e Eu . Eliane Heuser

R$110,00

Em Betty e Eu, a fotógrafa Eliane Heuser reúne um conjunto de imagens de sua infância, nas décadas de 1950 e 60. Entre slides fotografados por seus pais e retratos de estúdio realizados por profissionais, as fotografias apresentam Eliane e sua irmã que, mesmo com idades e personalidades distintas, encontram-se sempre vestidas de modo igual. A sequência de imagens apresentada no livro forma uma espécie de conto sobre a construção de identidade e a idealização de nossas memórias de infância.

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A última vez que concordei em me vestir da mesma maneira que minha irmã, por Colin Pantall
Duas irmãs com roupas idênticas, uma diferença de idade de três anos e uma compulsão para fazer as irmãs se vestirem da mesma forma. Esse é o quebra-cabeça contido em Betty e Eu de Eliane Heuser.

[…] Elas estão vestidas como gêmeas. E é isso que o livro apresenta, fotos de Betty e Eliane vestidas iguais; em casa, com uma anta no zoológico, nas piscinas naturais à beira-mar, ao lado de um riacho murmurante, em frente a um prédio de apartamentos, em uma fazenda, em um campo. E onde quer que eles vão, eles usam a mesma coisa.

A foto final as mostra como adultas vestindo casacos fúcsia e óculos escuros, bolsas pretas e meias de seda preta.

Por que elas estão usando essas roupas semelhantes, resta apenas adivinhar. É a Eliane mais jovem admirando a irmã mais velha? É algum tipo de identificação de irmã. Não sabemos porque não há texto no livro. Assim, submergimos no prazer de olhar. Esse é o resquício do álbum que temos, o prazer de olhar esses jumpers, vestidos e saias em um ambiente brasileiro de classe média alta.
[…]
Existe a ideia de que o álbum de família é muito mais do que uma simples coleção de fotos (em parte porque quase nenhuma coleção de fotos é uma coleção simples). É um ideal de família localizado envolto em imagens, é uma fantasia de quem você gostaria que sua família fosse, é um ato de mimetismo, é um ritual, é uma coleção de encontros ritualizados, é um local de sua alienação infantil, é disfunção oculta, e então é um objeto em si mesmo, parte da casa, ou cômodo ou caixa à qual pertence.

Mas acima de tudo, é um disfarce, e é um disfarce muito visível. Betty e Eu é um disfarce e cabe a nós adivinhar o que está por trás desse disfarce, quais decepções, quais moldes, quais neuroses, quais resistências. Está lá em algum lugar. Você só precisa olhar. E você pode estar errado. Mas quando isso importou?

AUSTRAL

Selo editorial que atua no campo da fotografia e das artes visuais. Baseado em Porto Alegre-RS, é coordenado por Gustavo Balbela, Marco Antonio Filho e Tiago Coelho.

Eliane Heuser

Fotógrafa e bióloga, é graduada em Ciências Biológicas pela PUCRS, com mestrado e doutorado em Botânica pela UFRGS. Especializada em Fotografia no Centro de Fotografia da ESPM Professora da PUCRS, de 1994 a 2010, onde atuou na área de Botânica, no Curso de Ciências Biológicas, Faculdade de Farmácia e Arquitetura e Urbanismo. Tem experiência com fotografia desde a década de 70, tanto na fotografia analógica, incluindo captura, revelação e cópia em laboratório, quanto na fotografia digital, utilizando a fotografia também na área científica. Nos últimos anos, tem se dedicado ao ensino e à organização de oficinas de fotografia da natureza. Seu curso de introdução ao tema, Natureza em Foco, está na décima edição. O curso é oferecido em parceria com o Jardim Botânico da Fundação Zoobotânica do RS. Em abril de 2010, foi a 2ª colocada no Concurso de Fotografia Aniversário de Porto Alegre organizado pela FNAC Porto Alegre e Câmera Viajante. Em maio de 2012, organizou e participou da exposição coletiva “Natureza e Arte” no Museu da Fundação Zoobotânica. Participou da exposição coletiva “Fotógrafas Gaúchas” no CanelaFotoWorkshops 2013. Em 2014 expôs “Conversas Mudas” na Sala J.B. Scalco, Solar dos Câmara Solar Porto Alegre. Em 2015 participou de “O Silêncio da Escuta”, na 1ª Exposição dos Alunos da Escola Fluxo, e no mesmo ano, no 14º CanelaFotoWorkshopano, com Carlos Heuser em “Narrativas do Cotidiano” com fotos obtidas com smartphone. Foi selecionada na convocatória do mesmo evento, em 2016, com o trabalho “Confinadas”, junto com Carlos Heuser. Com o trabalho “Betty e eu”, foi selecionado para projeção, na convocatória do 9ºFestFotoPoA 2016, para exposição nos Encontros da Imagem, Braga, Portugal (setembro de 2016) no Mosteiro dos Talibães e no Outono Fotográfico, no Museo Municipal de Ourense, Espanha “Memory lab of Happiness” (novembro de 2016). Em forma de livro, “Betty e eu” foi submetido à FELIFA, Feira de Livros do Fotos de Autor, Buenos Aires, Argentina (novembro de 2016), premiada com uma menção honrosa.

Peso 0.174 kg
Dimensões 16.5 × 0.7 × 22.7 cm
Autor(es)

Eliane Heuser

Titulo

Betty e Eu

Editora

Austral

ISBN

9786580992010

Edição

Ano

2020

Tiragem

200

Local de produção

Porto Alegre . Brasil

Idioma

Português, Inglês

Encadernação

Brochura

Páginas

60

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