A artista deixou-se flertar por uma fotografia ordinária de um arquivo anônimo descartado e disperso: a copa de um ipê-branco. O encontro da artista se deu em um canteiro de compostagem de fotografias acolhidas no espaço do ACHO – Arquivo Cole ao de Histórias Ordinárias, um acervo de fotografias recolhidas do lixo de materiais recicláveis, com o qual a artista trabalhou durante a Residência Editorial ACHO. Compartilhando mundos desconhecidos, lá estava o registro do ipê-branco na vizinhança de um canteiro de alecrins e lavandas, cacos de cerâmicas nos pisos, além de fotografias esparsas de flores que um dia pertenceram a álbuns e acervos de família. Algurestestemunharam triunfos de desejos, celebrações, viagens, amores ou desilusões, memórias de dias felizes ou enlutados. lmagens-memória que atravessaram tempos, guardadas em arquivos pessoais, como dádivas ou contradádivas, até se tornarem esquecimentos.
Natasha Barricelli
Artista visual paulistana com formação em Artes Plásticas, pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), graduação em Licenciatura em Artes Plásticas em 1998, e pós-graduação em Práticas Artísticas Contemporâneas no ano de 2018.
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