O binarismo cresce no mundo contemporâneo e as exclusões aumentam. Tal modo de ser sugere ter se adensado a partir do choque provocado pelo COVID-19. Nesse contexto pandêmico e pós pandêmico, as mulheres têm sido uma das maiores vítimas. No Brasil o número de feminicídios e agressões às mulheres cresceu significativamente. Tais mulheres são vítimas de uma sociedade doente, machista, egóica e destrutiva que não respeita as diferenças e não aceita a recusa do outro, principalmente das mulheres.
Sandra Gonçalves
Nascida no Rio de Janeiro, moradora de Porto Alegre desde 2005. Artista Visual, Professora Titular e pesquisadora na área da Fotografia na Fabico, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possuo Graduação em Comunicação Visual pela Escola de Belas-Artes (UFRGS). Mestrado e doutorado em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação (UFRJ). Especialista em Processos Curatoriais pelo Instituto de Artes (UFRGS). Autora do fotolivro Cápsula, Editora Origem (2021) e La vie em Rose, Coleção Photothings (2024). Como pesquisadora e artista tenho como base a fotografia. As questões que me movem e me fazem criar são aquelas relacionadas com a vida em seus múltiplos aspectos sociais, culturais, econômicos, a sobrevivência do planeta e de suas diferentes espécies. Questões relacionadas à finitude são recorrentes em meu trabalho. No ano 2000, realizei minha primeira exposição, individual, no Palácio do Catete com o trabalho Foto documental sobre carvoarias no centro urbano da cidade do Rio de Janeiro. Desde então, produzo e exibo individual e coletivamente trabalhos relacionados à fotografia. Participo da cena fotográfica e artística através de editais, convocatórias e exposições. Possuo obras em acervos de museus e coleções particulares. Participo de Grupos de discussão e estudos sobre a fotografia e a arte. Escrevo regularmente sobre Fotografia.
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