Entre flores secas, paredes derrubadas e respiros de luz, Anfêmera se constrói como um percurso visual pela envelhescência — esse tempo de transformação, fertilidade e reinvenção que Mari Gemma nomeia e celebra. O fotolivro nasce do encontro entre a artista e mulheres que refletem sobre o envelhecer como processo e potência. São imagens e palavras que se entrelaçam: corpos que se desvelam sob o desfoque, casas que se refazem, vasos que guardam memórias e raízes. Tudo pulsa entre o transitório e o eterno, o pó e o broto, o silêncio e o gozo. Em sua travessia poética, Mari Gemma faz do cotidiano matéria simbólica: o martelo, as flores, as cascas de tinta, as gaiolas — fragmentos que ecoam a vida em transformação. Anfêmera é uma meditação sobre o tempo, o corpo e o florescer tardio: um convite à delicadeza de existir entre o que se desfaz e o que se renova.











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