Nos últimos cinco anos, Dau, Proner e Dezan, da Agência Farpa, visitaram dez países para documentar a realidade do sistema penitenciário nas Américas. Superlotação, doenças generalizadas, torturas e um pesadelo sem fim. A realidade das prisões na região não pode ser descrita em palavras. Este projeto é uma tentativa de demonstrá-la em imagens.
Erick Dau
É formado em Jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ. Trabalhou por vários anos como fotojornalista freelancer, tendo fotos publicadas em vários jornais do país e internacionais. Fotografou também para organizações como o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e ONU Mulheres e diversos movimentos sociais. É mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, onde atualmente cursa doutorado.
Francisco Proner
Fotógrafo, membro da Agência VU’ baseado no Rio de Janeiro
No ano de 2015 embarcou em uma expedição ao redor do mundo de carro, viajando por 3 continentes. Na época, começou a trabalhar com as redes “Midia Ninja” e “Jornalistas Livres” durante a cobertura de protestos e a crise política no Brasil. Em 2017, ele completou o curso de Dramaturgia e Redação Documental na Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) em Cuba. Francisco foi aluno na primeira edição do programa de estudantes da Canon e Magnum Photos durante o festival de fotojornalismo Visa Pour L’Image. No mesmo ano começou a desenvolver seu primeiro projeto pessoal, Anomia e nos anos seguintes se dedicou a documentar diversos conflitos sociais na América Latina e no exterior. Desde então, começou a trabalhar como fotojornalista freelancer com mídias nacionais e
internacionais, entre as quais o New York Times, The Washington Post, The Guardian, Le Monde, El Pais.
No Brasil seu trabalho é distribuído pela Agência Farpa.
Thiago Dezan
Artista multimídia brasileiro, trabalha principalmente com fotografia documental, cinema e trilhas sonoras para curtas-metragens experimentais.
Como freelancer, Dezan produziu fotos e vídeos para veículos como The Washington Post, AJ+, The New York Times, The Intercept e Popular Front. Atuou por 5 anos como cineasta na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com sede em Washington, DC. Codirigiu o documentário My Blood Is Red, premiado em 5 festivais internacionais de cinema em 2020. Lançou seu primeiro fotolivro, When I Hear That Trumpet Sound, em 2021, que foi convidado a integrar o acervo permanente de fotolivros da Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea (Roma, Itália). Em 2021, foi nomeado fotógrafo do ano pela revista EyeEm. Seu projeto artístico em andamento, Insomnia, foi exibido em Nova York (2021), Roma (2023) e Osaka (2024). Membro da agência Farpa.
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