Inventário Verde da Boa Esperança . Maurício Pokemon

R$55,00

Teresina nasceu como Vila Nova do Poti, a partir de comunidades ribeirinhas de ancestralidade indígena e quilombola, que viviam onde hoje é a zona norte da cidade. Num mapeamento aéreo da zona urbana da cidade, temos a região da Avenida Boa Esperança como uma das poucas com vegetação nativa preservada e relação intrínseca com a subsistência de quem ali vive: pescadores, rezadeiras, artesãos, oleiros… No entanto, a comunidade passa por um momento crítico de “modernização” e ameaça sobre sua existência — o que significa também uma ameaça sobre as condições antropológicas, culturais e naturais, tão específicas e pujantes daquela região.

Maurício Pokemon fez novas imersões junto à Boa Esperança entre novembro2018 e março2019.
Neste período de residência entre a avenida e o Campo Arte Contemporânea, o artista produziu um inventário de fotografias analógicas sobre as relações literais e simbólicas daquelas pessoas com o Verde. A convivência com ribeirinhos e as paisagens que os circundam geraram imagens-testemunho sobre o diálogo orgânico entre o cotidiano da comunidade e a natureza de beira, natureza de rio, e desembocou em uma exposição no Campo Arte Contemporânea interligada a intervenções em casas da comunidade, em maio e junho de 2019: o Inventário Verde da Boa Esperança.

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Inventário Verde da Boa Esperança: A luta de uma comunidade por sua história e cultura nas imagens do fotógrafo piauiense Maurício Pokemon – Revista ZUM
A partir de encontros com residentes de uma comunidade ribeirinha ameaçada de despejo para dar lugar a um projeto de turismo na cidade de Teresina (PI) que desconsidera os moradores, o fotógrafo piauiense Maurício Pokemon (1989) vem desenvolvendo um projeto que vai além do mero registro de imagens da vida cotidiana dessas pessoas.
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“Meu trabalho dentro da comunidade sempre se deu de uma forma muito natural. Nunca foi sobre executar algo. E sim estar lá com as pessoas, acompanhá-las nos seus afazeres, no seu dia a dia. Ir para a vazante do Seu Valdir e passar o dia com ele conversando e entendendo como era sua rotina junto aos filhos. Ir conversar com Dona Paruca e entender um pouco sobre plantas medicinais. Ver a Dona Davina dar comida para os pássaros soltos no seu quintal. Falar do trabalho do artista, conversar com Chico sobre imagens, sobre o rio, ouvir Lúcia sobre as forças que atuam ali. Eu via muita potência de vida real nessas convivências e aprendi/aprendo muito com todos eles.”
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Assim surgiu o projeto verdeVEZ, um guarda-chuva de ações que teve como um de seus resultados o Inventário Verde da Boa Esperança, trabalho premiado pelo Rumos Itaú Cultural que esteve em exposição em São Paulo. Outro desdobramento, a série Existência, também foi exposto na capital paulistana, no Sesc Santana.
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“Esse projeto foi pensado para criar contextos de trocas entre artistas e comunidade durante um processo de pesquisa, de pensamento, de criação e isso é urgente. Entender outros elementos da vida cotidiana mais simples que podem estar acionando e atravessando ativamente projetos artísticos, para além da academia e da arte em si (ainda que as tendo como aliadas).

É dialogando com a estética da gambiarra, da reinvenção das coisas, que meus trabalhos existem.”

Maurício Pokemon

É fotógrafo e artista visual piauiense. Graduado em jornalismo, trabalhou em veículos da grande mídia e segue como fotógrafo e editor de fotografia da Revista Revestrés. É artista residente do CAMPO Arte Contemporânea.

Peso 0.07 kg
Dimensões 20.5 × 0.4 × 16.2 cm
Autor(es)

Maurício Pokemon

Título

Inventário Verde da Boa Esperança

Editora

Edição de autor

ISBN

9786590199003

Edição

Ano

2019

Tiragem

200

Local de produção

Teresina . Brasil

Idioma

Português

Encadernação

Brochura

Páginas

48

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