A partir de um inventário do acervo de fotos familiares, fotografias de plantas murchas, animais mortos e objetos quebrados, busquei referências nas ideias de Aby Warburg. A memória é feita por saltos, um espaço de lacunas, não segue tempo cronológico e linear. É uma construção de ficções, anacronias e tensões entre o real e o imaginado. Neste livro, muitas das imagens são colagens, tal como a memória. É uma criação poética que pensa os vestígios da ancestralidade, os ciclos da vida e morte. A memória está contaminada de sentidos e movimentos. Passado, presente e futuro se entrelaçam.
Cristina Zarur
Jornalista, escritora e artista visual. Em 2023, foi selecionada no Programa de Imersão em Artes Visuais na Escola de Artes do Parque Lage (EAV-RJ). Atualmente, participa do Proyecto Imaginario, grupo de estudos e clínica de projetos visuais ministrado por docentes da América Latina. Faz parte do coletivo “Lombada”, grupo de artistas que oferece oficinas e práticas de produção de zines e fotolivros.
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